A NASCENTE DA ALEGRIA poema
A NASCENTE DA ALEGRIA
Começo por ser
a conjugação entre um ventre nu
e uma alma despida.
Um vício de ondas largas
e os beijos virgens
que contornam as areias
Começo por ser
o lábio que mordo
o galope na vontaďe gigante
sem margens,
a maresia azul em curvas vermelhas
e as vagas breves
de poentes e de orquídeas
Começo por ser
odor e mosto
medronho espesso por dentro da boca
fala floral
que sabe a chocolate
Toda eu sou relva e terra
tempo de pele orvalhada
silhueta madura de lua cheia
pétala de língua molhada
Começo por ser
nascente
dança salpicada de rumba
que se contorce e se arqueia
à chegada do clímax divino,
que nos caminha nosso
e que em nós se espraia
na alegria da vida
Susanalma
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