Crónicas de uma Mulher que escreve com a Pele

Crónicas de uma Mulher que escreve com a Pele
Tempo para mim
Aprendi, com lágrimas silenciosas e noites em que o peito parecia um tambor partido, que não devo levar a rejeição a peito. Ela não fala de mim — fala do outro, fala do momento, fala da dança invisível entre almas que às vezes não se encontram. E eu, que tantas vezes me rasguei por dentro, tentando ser inteira para todos, esqueço-me de ser inteira para mim.
Sinto-me desfeita, às vezes. Como se estivesse presa entre a urgência de cuidar da minha saúde mental e a velha tendência de me colocar sempre em último lugar. Como se o mundo me ensinasse que o amor é sacrifício, e eu tivesse aprendido a oferecer-me como altar.
Mas não faz mal nenhum. Não é egoísmo, não é fuga. É sagrado. É cura. É necessário. Tirar tempo para mim é como regressar ao ventre da Terra, onde posso escutar o meu corpo, sentir o pulsar dos meus chakras, ouvir o sussurro da minha alma. É para isso que realmente preciso do tal tempo para mim — para me lembrar que sou mulher inteira, não metade de ninguém.
E neste regresso a mim, certifico-me apenas de não me tornar apologética pela minha existência e essência. Não peço desculpa por ser quem sou, sobretudo àqueles que me apontam o dedo enquanto tremem por dentro, temendo em si a fraude e a rejeição que projetam em mim. Esta é a hora perfeita de delimitar novos objetivos. De redesenhar fronteiras. De encontrar novas formas para que as minhas ideias e sentimentos sejam ouvidos — por quem tem a sensibilidade e o senso comum de me levar a sério.
Porque há uma força que não se dobra, uma coragem que não se cala, uma autenticidade que não se vende.
E se não me ouvirem as palavras, que me escutem o silêncio.

"Num equilibrado estágio de consciência, já não és quem observa o mundo — és o próprio silêncio entre os pensamentos, o espaço entre os encontros, a luz que não precisa provar que existe."

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